quinta-feira, 26 de março de 2015

Ciúmes, apego e muitas saudades

Eu tenho que confessar uma coisa eu sou apegada e ciumenta demais, não importa se é por algo ou alguém.

Tudo começou quando alguns familiares meus foram fazer sua primeira grande viagem, eles foram para Disney (uhuul), tudo lindo eles super mereciam, era realmente um sonho deles que iria ser realizado. Alguns dias antes meu tio ligou para minha casa e pediu emprestado para meu pai alguma de nossas malas de viagens que ficam na casa da minha avó, até ai tudo bem. Eu estava junto ao meu pai quando ele recebeu essa ligação e ele deixou claro que não teria nenhum problema desde que eles não pegassem a minha mala, meu pai até disse que eu era encrenqueira e a mala poderia quebrar fácil, não fiquei brava dele falar assim de mim, porque era verdade.

Ok no dia que minhas primas foram viajar tive a felicidade em ver uma foto de uma delas com a minha mala, a minha mala eu comprei nos EUA antes de voltar, as duas (três contando com a mala de māo) que havia comprado lá eram meu xodó, eu ainda não superei de ter jogado uma fora por conta de um pequeno trincado, são malas lindas mesmo, mas o momento que eu vi a minha mala naquela foto, no aeroporto, meu sangue ferveu. Naquele momento não importava se ela era minha prima, minha irmã ou minha mãe, minha mala estava sendo usada sem a minha permissão.

Como eu já disse eu sou apegada e ciumenta demais, e mesmo agora que elas já voltaram e para sorte delas com minha mala intacta (segundo eles, checarei assim que possível), eu ainda não superei isso. Algumas pessoas me encheram o saco por eu estar brava com essa situação, mas para começar eu estou puta e outra, não importa se era um chaveiro, um computador ou uma mala, ela é MINHA mala,  eu nunca peguei nada delas emprestado mesmo quando alguém disse não. I daí que era uma mala? Quem comprou fui eu, com meu dinheiro de quando eu trabalhava la nos EUA, não me lembro de nenhum momento alguém me ajudar a pagar.
Esse argumento parece um pouco mimado, mas a questão é sou assim com tudo, meus livros, meus CDS, tudo e sempre fui assim ciumenta e apegada, não falei que ainda não superei jogar minha outra mala fora? Olha que voltei faz quase cinco meses. Eu sou assim mas eu não me importo em dividir minhas coisas quando eu ofereço, e olha que se um dia te emprestei algo, acredite eu confiei em você, cobrei para devolver é claro, mas confiei, essa é a Ronnie de sempre.

Agora sobre questão de ser apegada demais, isso reflete muito mais em pessoas, ciúmes na maioria das vezes eu lido super fácil, depende da pessoa e do meu estado emocional, mas foi depois desse acontecimento que eu percebi que eu tenho esse defeito enorme em me apegar a tudo e todos muito fácil. Percebi o quanto eu sofri ou sofro em deixar de pensar em pessoas que eu perdi ou por simplesmente por seguir em frente acabei tendo que deixar de manter contato com algumas pessoas. Eu estava começando a ficar desesperada porque hoje eu não tenho tantas pessoas para conversar 24 horas por dias, não saio mais com minhas amigas como saia antes, não vejo mais algumas pessoas todo dia.
A vida delas seguiu, elas cresceram, elas mudaram, eu mudei.

Minha primeira família americana por exemplo, por mim eu mandaria mensagem todo dia, pedia fotos todo dia, eu no fundo gostaria de vê-los todo dia de novo, eu estava acostumada a  isso e não me desapeguei ainda a ideia de que eles tem a vida deles, e toda a conexão que tinhamos antes acabou porque não convivo mais com eles, eles tem a vida deles.
As pessoas começaram a estudar, a trabalhar, a ajeitar a vida deles e eu estou também, mesmo assim eu ainda tenho dificuldade de lidar com isso. E sabe qual a melhor parte? Isso não quer dizer que eles esqueceram de mim. Comecei a contar as pessoas que eu ainda falo e considero pessoas  "íntimas"para mim pensando em fazer sei lá um encontro no meu aniversário, mas ai cheguei em pelo  menos 35 pessoas na lista, e nesse caso sairia tanto quanto caro como impossível aproveitar cada como eu queria, eu desisti da ideia lembrando que apesar de não conversar todo dia com todos, eles ainda tem a mesma consideração por mim.

Outra coisa que eu ainda não consegui abrir mão é da vida que tinha nos EUA e isso inclui minhas amigas, como eu me incomodo em não vê-las toda semana ou quase todo dia.

Saudades, saudades, ciúmes e apego.

Mas acredito que isso não tem como e nem vai mudar tão cedo.





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