sexta-feira, 9 de abril de 2010

Um amor invisível

Você por algum momento já amou alguém que nunca conheceu?

Eu amo, ele sempre será meu eterno amor, não, não é aquele amor em que eu sempre falo, é um amor diferente.

Eu nasci e cresci minha vida inteira conhecendo apenas meus avós maternos, nunca conheci nenhum dos meus avós paternos, mas meu coração nunca me deixou parar de pensar naquele avó em que nunca conheci. Meu pai sempre que falava dele, falava com um orgulho, eu sempre amei ouvir as histórias deles. Sabe eu e meu pai de uns anos para cá começamos a nos dar MUITO bem, e eu adoro passar um tempo com ele, me dói ouvir ele dizer que se meu avô estivesse vivo, eu e ele não nos largaríamos, que eu seria a alegria e o amor dele, neta preferida (mais nova sempre é mais mimada e modesta).

Acho que quando meu pai falou isso foi que eu percebi que eu sinto meu avô perto de mim, senti falta dele quando eu percebi que avô, avô mesmo nunca tive. O meu avô paterno passava horas e horas cuidando dos passarinhos ou assistindo o Raul Gil.

Esse é o homem que eu vou sempre amar e sentir falta sem nunca ter conhecido. Ele morreu de cirrose no dia 20 de abril em 1976 quando me pai tinha apenas 19 anos, esse é um dos motivos em que eu sou contra álcool e ficar decepcionada ao ver um amigo ou amiga bêbada, eles realmente não sabem o que a bebida pode causar. Meu aniversário já não é mais o mesmo quando descobri que um dia antes comemora-se o aniversário de morte do meu amor invisível. Até hoje só vi apenas uma vez a foto dele, não precisarei mais, a imagem dele eu guardo juto com meu amor.

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