sábado, 29 de setembro de 2018

O conto de fadas de cada dia.

Okay, vamos a mais uma história.

Hoje o dia foi longo. Hoje não, ontem, porque já é mais de meia noite, de novo. Hoje terminamos o jornal já era quase onze e meia da noite. Obviamente não tinha mais opção de ônibus para mim, então fui pedir um über.
Nada além do normal. Quando eu olho a foto do motorista do über eu vejo que ele é novinho. Quando ele chega, eu comprimento como sempre. Normalmente de sexta-feira eu já não tenho tanto animo, principalmente depois das dez da noite, mas por algum motivo eu estava animada e continuei conversando com ele. O nome dele é Joe.
Joe era engraçado, interessante e tivemos uma conversa ótima, livre de negatividade. Por pelo menos um tempo eu esqueci de tudo que vem me irritando. Foi uma conversa absurdamente agradável. Joe faz teatro, trabalha bastante e gosta do mesmo tipo de músicas que eu. Ou seja, sai do carro já com vontade de ter pedido o telefone dele. Joe esperou eu entrar em casa para ir embora, eu não sei vocês mas eu já estava planejando nosso casamento.
Ok, nem tanto, mas brincadeira a parte eu fiquei triste porque eu nunca mais vou ver o Joe. Eu até tentei achar a peça que ele me falou mas não encontrei.

Eu to na dúvida se Joe é hétero, porque normalmente quando eu me conecto bem com alguém, principalmente que ouve musicas que eu ouço, normalmente não são. Se ele for, nós fomos meant to be, e se realmente fomos meant to be, eu vou encontrá-lo por ai de novo.

Antes de acharem que sou desesperada, não estou não. Só foi uma química bem legal. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Atualização do brinco

Só queria compartilhar uma coisa.
O brinco que meu pai comprou, apesar de ser lindo, para ficar mais fácil e poupá-los de detalhes, vamos dizer que ele não se adaptou com minha orelha. Eu gosto muito dele, mas não rolou.
Voltei a usar o primeiro que comprei para substituir ele, e sinceramente apesar de parecido eu não estava satisfeita com ele.
Hoje eu resolvi fazer um investimento em mim. Eu estou fazendo em pouco em pouco alguns investimentos em mim mesma porque eu mereço. Estou tentando cuidar mais de mim e hoje eu fiz algo que não fazia a muito tempo, gastar comigo mesma, em coisas materiais.
Eu precisava comprar um tênis novo, então eu comprei dois (que podem ser de linhas antigas, mas eu não ligo) pelo preço de um. Só para explicar uma coisa, a última vez que comprei um par de tênis de marca foi em 2013 e eu não sei onde foi parar. Perdi recentemente. E não, eu também não sei como se perde um par de tênis. Além disso esse tênis é necessário porque ultimamente meu pé está doendo o calcanhar, eu acredito que seja porque eu anda muito, e com o sapato errado.
Além do tênis, eu fui na mesma loja que eu comprei o brinco original. Obviamente não tinha o mesmo lá. Essas lojas de "ponta de estoque" normalmente só tem um modelo de peça, seja de roupa, acessório e etc. Enquanto eu estava tentando decidir qual brinco queria, eu estava olhando a um anel. Ele piscava para mim. Estava brilhando a mais e quase gritando "me compre".

Eu precisava de um anel? Não exatamente, mas eu quis compra-lo por três motivos:
1. Ele não era caro, e eu a um tempo queria um bonito.
2. Eu merecia um anel bonito desses
3. Eu gosto de usa o anel no dedo anelar na mão direita. Eu gosto de usar anel nesse dedo porque ali eu tenho minha tatuagem favorita. Sim, é o dedo que colocamos anel de compromisso, e eu to fazendo um compromisso comigo mesma. Eu to cuidando mais de mim, vou me dedicar mais ainda e esse anel é para lembrar que dessa vez eu to 100% comprometida em cuidar de mim. Foco 100% em mim mesma e no meu bem estar.

Em minha opinião, como disse minha amiga, foram gastos concientes, não gastei horrores, não sou dessas e gastei em coisas que eu precisava.

Agora eu tenho que falar uma coisa, eu esqueço como um pequeno acessório pode ajudar a mudar sua alto estima. Já falei que a minha não é das melhores, mas foi só colocar o brinco maior que eu gosto, um anel que eu já me senti pelo menos 30% melhor comigo mesma. É uma sensação engraçada, eu fico da mesma forma quando finalmente tenho tempo de fazer as unhas, eu me senti cuidada.

Sobre o brinco... eu já entendi que eu nunca mais acharei o mesmo brinco, mas chega de procurar, vou encontrando outro e outro e outro, até achar o que eu ache perfeito. ;)



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Não apague sua história

Esse final de semana foi complicado, foi vamos dizer, interessante.

A muito tempo eu não sentia tanta raiva quanto senti domingo. Já fazia um tempo que tinha várias coisas que me incomodavam, e tudo chegou ao ápice. Pessoas que eu não esperava me criticaram simplesmente porque eu pedi respeito. O tema é mais ou menos o mesmo do post sobre "me calar".

No caminho de volta para minha casa, no domingo de manhã uma senhora pediu ajuda para comprar o bilhete do ônibus dela, como eu nunca carrego dinheiro, eu pedi desculpas e falei que não tinha. Ai ela pergunta se eu poderia comprar algo para ela comer. Ela aparentemente não parecia alguém com muito dinheiro. Aceitei apesar de que estava com medo de perder meu ônibus, mas ok, mais uma vez eu segui meus instintos de ajudar quem precisa e fui. Chegando no local, a moça pediu uma comida que é meio cara e pediu uma bebida cara também. Eu fiquei meio ofendida, mas fazer o que?

Bom, sai da loja correndo com medo do meu ônibus ter passado e sinceramente porque eu estava ofendida. Ela havia pedido um café e um hotdog, que não me custariam dois dólares ou algo parecido. Mas custou quase cinco vezes o valor.

Na volta para casa eu segurei o choro, porque ok não vou morrer de fome por conta dela, não vou ficar sem grana, mas eu lembrei de todas as vezes que eu quis ser legal e as pessoas abusaram. Eu lembrei de todas as vezes que eu fiz coisas que não gostaria porque pediram para mim. Lembrei de todas as vezes que eu fui legal e só levei "tapas" de volta, ou quando precisei de alguém não sabia para quem pedir.

Eu nem gosto de pedir ajuda, mas as vezes eu só preciso que alguém perceba que eu não quero pedir mas eu preciso de ajuda. Eu lembrei das palavras que fui obrigada a ouvir sábado, lembrei das grosserias que ouvi ultimamente. E outras milhões de coisas que estava sentindo me fizeram desabar.

Porque eu estou falando tudo isso? Não sei, mas eu olhei para meu computador e vi que ele estava sujo com tinta. Quando eu faço artesanato eu uso muita tinta. Eu até limpei o que pude, mas em algumas partes eu deixei.

Já parou para pensar quantas vezes você já apagou algo do seu passado? Quantas vezes você deletou aquela imagem, aquele texto? Simplesmente porque estava com vergonha? Porque deveremos continuar apagando e deletando nossa própria história?

Cada cicatriz, marca, nem que seja uma mancha, as vezes tem tanta história por trás que da uma pena deixar para trás.

Me desculpe, eu perdi o fio da meada, eu esqueci como ia escrever esse texto, então vamos concluir por aqui e deixa-los tão confusos, como eu. :)

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Nostalgia

Sabe uma coisa que me move? Música.

Todo mundo tem algo que a faz se distrair. Uns gostam de beber, outros medidar, outros escrever (segundo refúgio meu), outros gostam de ler, e eu gosto de ouvir música. Eu acho que já falei isso mas, música me trás milhões de memórias.
As far as I can remember, música sempre fez parte da minha vida. Eu quando tinha meus cinco a sei lá dez anos, era fã de Sandy e Junior. Eu me lembro muito bem que no meu aniversário de seis anos, eu estava feliz de ter minha primeira festinha só minha, mas ao mesmo tempo eu estava triste de estar perdendo um episódio de Estrela Guia, a novela que a Sandy fazia naquela época.
Eu lembro que um dos cds da dupla tinha uma folha que você descartava e enviava no correio para concorrer conhecer a dupla. Eu lembro que eu tinha falado para minha avó que se eu ganhasse, teríamos que comprar um colchão porque eu iria desmaiar.

Avançando um pouco os anos, eu me lembro que para ler um livro que eu ganhei eu ouvia cds no meu diskman, e toda vez que eu ouço umas especificas músicas eu lembro exatamente da parte do livro insuportável que eu estava. Eu até parei de ouvir as músicas porque eu realmente odiei aquele livro.

Anos depois, no ensino médio eu usei uma música chamada Skyscraper para fugir do mundo por uma semana. Foi a única música que eu ouvia enquanto eu passava pelos meu "dark moment".

Eu tenho algumas músicas que não importa o momento, elas me fazem chorar. E as vezes a letras não são tudo isso. Algumas me deixam arrepiada só porque de certa forma ela me marcou. Eu quando quero chorar e não consigo, eu coloco música porque tem certas horas que nada além de música me ajuda.

Eu sou aquela pessoa que se eu to andando na rua e uma música começa a tocar eu começo a cantar, as vezes eu do risada de mim mesma porque eu to feito boba feliz, ou a música me faz ficar confident. Tem umas que me lembram algumas pessoas e as vezes eu sorrio. Tem algumas músicas que me fazem sentir confident. Tem umas que dão um up em nossa alta estima.

Enfim, posso considerar música minha maior companheira, eu fico perdida sem música. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Eu não vou mais ficar calada.

Vou compartilhar aqui minha revolta. Minha vida inteira eu fui ensinada a me calar. Quando meu primo ou minha irmã faziam uma brincadeira comigo que na maioria era brincadeira maldosa, eu quando reagia, era acusada de não saber a levar nada na brincadeira. Era a orientada a deixar para lá.

Eu nunca aceitei isso e muitas das vezes eu chorava de frustração e com isso geravam mais deboches comigo. E por algum motivo, eu era chamada de chorona ou mimada. Durante a minha infância e até parte da minha pré-adolecência tinham pessoas que debochavam de mim, e como fui educada, eu aprendi a simplesmente a "ignorar" e levar na brincadeira. A questão é que eu não conseguia simplesmente ignorar essas coisas e eu guardava para mim. Pensando agora, talvez grandes dessas frustrações tenham acumulado e ajudado em todas as inseguranças que senti por muito tempo.

A pessoa que sofre o deboche, cada uma sente de uma maneira diferente, eu era mais sensível e ficava mais triste. Pode ser que algumas pessoas aguentavam mais, ou levavam mais na brincadeira. Mas somente a pessoa que recebe, sabe o que aquilo significa ou como afeta ela.

Porque estou falando isso? Bom, teve duas situações recentemente que aconteceram comigo e uma com um caso que vi na internet. Vou tentar resumir tudo. Uma pessoa na qual eu mal conhecia foi debochar de mim para a minha amiga. Ela por questão de "se fosse ao contrário ela gostaria que falasse para ela", me contou e eu fiquei absurdamente chateada. Eu me senti com sei lá, dez anos e chorei porque quando eu quis responder ele, minha amiga pediu para que eu não falasse nada. Eu não podia me defender, não poderia falar nada.

Sinceramente, hoje em dia eu não me ofendo se alguém debocha de mim, eu não ligo para o que os outros pensam de mim, incomoda mas não ao ponto de me fazer chorar. O que me incomoda profundamente é que eu não gosto de ficar calada. Quando minha amiga falou para pessoa que ia me contar o que ele havia falado, ele implorou para ela não falar quem era. Então debochar dos outros ele quer, mas enfrentar as consequências não?

Bom, como eu não falei nada, não pude nem rebater, ficou por isso mesmo e é bem provável que ele vai continuar fazendo o mesmo com outras pessoas. Mas isso não está certo. As pessoas tem que entender que elas não podem falar ou fazer o que quiserem e não terá consequências, elas precisam de alguém para falar que isso não é legal, que isso afeta as pessoas e que isso machuca as pessoas. Deboche não é brincadeira, deboche é simplesmente para machucar as pessoas, mas  de novo somos obrigados a ficar calados.

Quando eu digo consequências, eu não fazer o mesmo, eu não digo gritar com a pessoa, eu não digo perguntar porque a pessoa fez tal coisa. Tudo o que eu queria dizer é que as ações dessa pessoa tem uma reação. Talvez eles não fazem ideia disso, a ignorância e o egocentrismo faz as pessoas ficarem cegas e pensarem só na satisfação de "ser engraçado" e nao pensar no outro.

Ai agora a gente vai para o caso que vi na internet. Uma fã de uma cantora brasileira a desenhou. Esse desenho chegou até a cantora e um humorista que é famoso na internet gravou um vídeo em que ele debocha do desenho e a cantora que foi desenha apenas ri (muito) do lado dele. Isso gerou um auê na internet, várias pessoas criticando a cantora e várias pessoas falando que não era nada demais que era "mimimi". Minha pergunta é: Cadê a empatia das pessoas? Ninguém parou para pensar que para a menina isso foi absurdamente humilhante, vendo pessoas rindo dela, e seu desenho? A mesma postou na internet que ficou muito chateada e ficou até sendo vontade de desenhar mais.

Ai, veio um youtuber falar sobre o assunto, falando que a geração millennials não sabem aceitar critica e que tudo foi apenas uma brincadeira de um humorista. Segundo ele, as pessoas tem que aprender a ouvir crítica e tal, que o desenho estava feio e que temos que parar de enganar as pessoas. Eu até concordo com a frase de que "temos que aprender a aceitar críticas". Críticas realmente são feitas para nos ajudar a melhorar, porém o que aquele humorista fez com o desenho da menina não foi uma crítica, foi um deboche, e um deboche público, para sei lá quantos milhões de seguidores que ele tem.

Deboche é simplesmente tentar mostrar que é engraçado a custa da humilhação dos outros.

E só para acabar com esse acontecimento, a cantora que não fez o deboche, também não rebateu o colega, simplesmente riu, o que faz a sua atitude tão errada quanto ou até pior, já que a menina tinha um carinho especial por ela, não importa o quão bonito ou não seja o desenho. Eu me vi na menina, eu me vi como fã, dedicando meu tempo para fazer algo para quem ela admira.

Só para enfatizar, deboche é feito apenas para machucar alguém. 

Ai como esse tema me irrita. As pessoas cada vez mais estão menos empáticas com o próximo, cada vez mais tendo atitudes extremamente abusivas, estúpidas e negativas em troca de atenção. Não pensam nos outros, e em como cada coisa pode afetar os outros. Uma pessoa com um emocional sensível pode sofrer muito com uma pequena coisa. Alguém inseguro(a), pode se fechar completamente depois de ser atingida por comportamentos assim. Seja palavras, ações, deboche, comentário, etc.

E em mais casos continuámos sendo reprimidos para mantermos calados.

Em um grupo de família, um parente meu veio mandar uma imagem de um certo candidato a presidência. Esse mesmo candidato que não respeita mulheres e outros. Alguém no qual não vou perder meu tempo falando aqui e ou em qualquer lugar. Enfim, foi necessário uma imagem, que eu simplesmente cansei e saí do grupo da família. Minha irmã fez o mesmo. Nossa, o que a minha família tem de não causar auê, parece que eu causei por isso. Meu parente que vai votar em uma pessoa abominante, mas eu que simplesmente preferi sair do grupo já que minha mãe pediu para eu não falar de política ou minha opinião para a família, eu sou a causadoras de problemas.

Pois bem, liguei para meu vô hoje porque é aniversário dele, mas falei com a minha avó primeiro, já que eu faço ligação pelo Facebook e meu avô não utiliza nenhuma rede social. Minha avó já atendeu o telefone dizendo que ela está brava comigo e que não estava querendo falar comigo. Segundo ela, eu bloqueei esse tal parente e que eu não deveria fazer isso. Se eu não gosto do voto dele eu deveria ficar quieta e respeitar.

Olha, tem dois parentes meus que eu sei que vão votar nesse candidato, um eu meio que já esperava, mas o outro foi realmente uma grande decepção. É uma pena, porém eu desisti antes mesmo de tentar mudar a opinião do voto dele. Ou seja, eu respeitei, eu fiquei calada. Eu saí daquele grupo porque minha mãe pediu para eu não falar nada e como eu sabia que se ficasse eu iria falar algo e causar confusão, pelo visto causei de qualquer forma. E não fiz isso por atenção, mas fiz isso porque eu simplesmente segui o que fui ensinada, ficar calada.

Como não posso falar nada lá, fica aqui meu desabafo.

Eu não bloqueei ninguém (nenhum parente) de nenhum lugar, não desrespeitei, muito pelo contrário, infelizmente ele tomou a decisão dele eu respeito apesar de eu não concordar. Nem minha avó nem minha mãe que veio me dar bronca, me deixou falar, ou se quer ouviram o meu lado.
Alguém que escolhe apoiar uma pessoa que espalha o ódio, também está espalhando o ódio. Alguém que vota para alguém que não respeita mulher, essa pessoa também, não respeita nenhuma mulher e não me respeita. Alguém que torce para uma pessoa que diminui e reprimi as minorias, não tem amor pelo o próximo e não respeita meus amigos. Alguém que apoia uma pessoa abominante o suficiente de falar bobagens, e estúpida sobre a história do próprio país e não representa a maioria, não tem empatia, não tem amor a não ser a si próprio e não merece o meu respeito. Porém diferente do que esse certo candidato propaga, eu respeitarei essa escolha, mas não respeitarei calada.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O dia mais louco da minha vida

Quando eu acho que já vivi de tudo, vem a vida e mostra que estou errada de novo. Ok eu sei que não vivi de tudo, mas enfim. Está preparada? Essa história é meio longa!
Terça, (28) eu tinha um compromisso com hora marcada, em um lugar que era bem longe. Então imagina a importância desse compromisso, porque o lugar era muito longe, eu estava achando que tinha mudado de estado hahahaha. De qualquer forma, quando chego em uma estação, meu próximo passo era pegar um ônibus. Saindo do trem, uma senhora me pergunta se eu poderia fazer uma ligação para ela no meu celular. Eu sei que é loucura, mas já fiz esse mesmo favor para pessoas que algumas pessoas teriam certeza que o celular seria roubado. Nenhuma das vezes isso aconteceu.

Então eu fiz a ligação e ninguém atendeu, foi direto para caixa postal. Liguei para mais três números e nada. Ah, é importante falar que essa senhora não fala inglês, então toda a comunicação foi em espanhol. A senhorinha me perguntou se eu tinha carro e se poderia leva-la até a casa dela, de acordo com ela, a filha iria buscar mais não não atendia o celular. Ela disse que morava perto porém não tão perto para ir andando. Estava um calor de 40 graus, sem exagero. Ela começou a ficar mais desesperada, ela me passou um quarto número para ligar. Esse atendeu, ela começou a gritar e falar um monte de coisa rápido, eu não entendi muito bem tudo. Eu sei que ela falou que estava na estação esperando a filha, que a muchacha (eu) não estava entendendo nada, (o que era verdade, eu nem sabia onde estava direito). Pelo o que eu entendi, a mulher no outro lado do telefone, trabalhava para a administração do condomínio que a tal senhora morava. Não tenho certeza, só sei que ela desligou na cara da senhorinha, que começou a falar rápido e rir e de certa forma se desesperar mais um pouco.

Eu perguntei para ela qual a rua que ela morava, porque ai eu a ajudaria a ver qual ônibus ou até mesmo poderia pagar um über para ela. Mas o endereço que ela me passou não existia. Nem parecido. Eu falei para ela e apontei para o ônibus que eu iria pegar. Ela perguntou se passava perto de uma ponte sei lá. Eu repeti para ela dizendo que não conhecia a região, e que iria perguntar para o motorista. Quando perguntei ao motorista do ônibus (em inglês) e ele me disse que passava sim por uma ponte, porém aquele ônibus que ele estava o ar condicionado estava quebrado e que provavelmente iria parar de funcionar.  Expliquei para a senhorazinha o que o motorista falou e disse que tínhamos que esperar o próximo ônibus. Depois que ela finalmente entendeu, o motorista volta e avisa que ele poderia levar a gente até certo ponto, e lá teríamos que pegar outro ônibus.
Eu não sei o que a moça no telefone falou para a senhora, não sei se eu confundi ela quando disse que o ônibus estava quebrado e mesmo assim estava entrando no ônibus, ou se era problemas de comunicação, só sei que naquele momento eu tive que fazer um esforço para convence-la a a entrar no ônibus.

No caminho algum número me ligou de volta, era a filha da senhora, passei o telefone para Cecília, que naquele momento já sabia o nome dela. Fiquei tão preocupada em ajuda-la que nem o nome dela havia perguntado. O ônibus estava muito barulhento então a filha dela não a ouvia, voltei a falar com ela no telefone e expliquei que eu estava tentando ajudar a mãe dela, que eu não sabia onde estávamos indo, mas que estávamos em um ônibus e que eu não tinha ideia de qual era o endereço da mãe dela. Isso tudo com um barulho grande.

Você está tão agoniada quanto eu lendo isso? Calma que está acabando.

Nessa conversa com a filha dela em algum momento eu estava conversando em inglês com a neta de Cecília, e expliquei a mesma coisa, fui esperta e coloquei o fone de ouvido e tudo facilitou a conversa, dei o fone de ouvido para a Cecília que teve dificuldades em entender o que aquilo faria, mas deu certo. Cecília estava falando com sua filha em espanhol e ouvindo ela perfeitamente. Ai, o motorista pede para a gente descer, atravessar a rua e esperar o próximo ônibus para continuar o trajeto. Eu não entendi nada, só desci trazendo Cecília comigo. Nesse ponto estava eu e Cecília perto de uma travessa de ruas, no meio do nada. Não tinha um ponto de referencia, havia umas casas perto porém nada além disso. Ahhh, esqueci de avisar que minha bateria do celular estava já nos 30% e eu nem tinha chegado ao meu compromisso, e ainda ia ter que voltar para casa e meu bilhete de ônibus é um aplicativo! Bom, a ligação caiu, naquele momento eu já estava quase chorando achando que eu e Cecília iriamos ficar para sempre lá. Se eu já não sabia antes onde estava na estação, imagina naquele rua no meio do nada? Ligaram de novo, foi de novo um sufoco essa troca de informações em ingles, eu tentando explicar que saímos do ônibus, estávamos esperando outro, e passando as direções de onde estávamos. Eu falei as ruas em que estávamos, falei que eu estava perto de uma highway (estrada) tal, e de repende a alguém dis, eu sei onde vocês estão, espera ai que estou indo.

Eu já nem sei em que idioma estava, a ligação caiu e eu olhei para Cecília e disse que eles estavam vindo. Nesse momento acho que eu e ela nos aliviamos, Porque ela acalmou, e eu acalmei, tudo o que tínhamos que fazer era esperar. Estava quente, sem lugar para sentar ou sombra, mas tudo bem. Eu olhei para Cecília e conversei com calma. Ela era de Honduras, tinha 67 anos. Tinha ido de manhã trabalhar em Irving, o que me surpreendeu muito porque eu acho que era pelo menos 3 horas de onde estávamos (de meio de transporte) e que seu celular não estava funcionando. Eu falei que era brasileira e a mulher me abraçou, e disse amiga brasileña, por um tempão. Pediu para eu colocar meu número no celular dela e pronto.

Conversamos por mais um tempinho e a filha dela chegou, eu me despedi e ela falou que não, a filha dela me deixaria onde eu tinha que ir. E foi assim, que eu vivi um dos dias mais loucos. Acabei chegando uma hora e meia adiantada para meu compromisso, mas tudo foi recompensado porque conheci um dos olhos verdes mais lindos. Uma pena que eu nunca mais vou fazer esse mesmo trajeto, mita emoção para uma pessoa só.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Hoje foi meu primeiro dia de aula.

Ai eu percebi que hoje seria minha última vez tento aulas do Fall (Outono) no meu College, (se Deus quiser). Se Deus quiser será minha última vez tendo aula de matemática, em muitos anos.
Dois anos atrás eu começava minhas aulas para viver várias primeiras vezes, o que eu ainda vivo até hoje, mas agora eu me aproximo da parte mais difícil. As últimas vezes fazendo algo. Eu to animada para mudar de vida mas ao mesmo tempo eu to aterrorizada em pensar que em um ano eu não tenho ideia o que estarei fazendo ou onde estarei.